Bem Estar

Protetor solar: um guia de novidades para fazer dele seu melhor amigo neste verão (e sempre)

Protetor solar é um produto que precisa ser usado diariamente, faça chuva ou faça sol – e disso todos sabemos. Mas para quem (ainda!) não tem esse hábito, a proximidade das estações mais quentes do ano é o momento ideal para finalmente entender a necessidade da aplicação.

E há uma série de motivos para essa afirmação: os danos solares são imediatos, por isso a pele fica vermelha; mas eles também persistem e danificam o material genético causando envelhecimento e câncer de pele. Dessa forma, o produto é seu defensor mais eficaz. Mas afinal, qual a forma correta de aplicação do filtro solar? Aliás, existe uma? Investigamos com três experts no assunto.

Quanto de protetor solar eu devo passar?
Segundo o dermatologista Daniel Cassiano, Sociedade Brasileira de Dermatologia, uma das estratégias recomendadas é o uso da “regra da colher de chá”, na qual consideramos a aplicação de uma colher de chá no rosto e em cada um dos membros superiores e duas colheres de chá para tronco/dorso e para cada um dos membros inferiores. Por qual motivo? “Essa é a quantidade que utilizamos quando vamos testar o FPS e o FPUVA do produto, então é claro que se eu aplicar uma quantidade abaixo disso, eu não vou ter aquele FPS que é prometido na embalagem”, afirma o farmacêutico Maurizio Pupo. A alta prevalência de pele oleosa aliada ao clima quente e úmido, principalmente nas regiões mais quentes do país, fazem com que o brasileiro aplique uma camada fina de proteção solar.

Como e onde deve ser aplicado?
“No caso do rosto, é necessário passar uma camada generosa do filtro solar até que cubra toda a área. Então obrigatoriamente, eu devo passar e estender no rosto até a raiz do cabelo, também na região pré-auricular, bem pertinho da dobra da orelha, não esquecer pescoço, nuca, orelhas quando eu estou em exposição ao sol como praia, piscina, caminhada, porque essas são áreas que frequentemente sofrem queimaduras”, enfatiza a dermatologista Dra. Claudia Marçal. “Além disso, devo reforçar a região do osso da bochecha, ao redor dos lábios, na ponta do nariz e em suas laterais, já que essas são áreas em que nós mais percebemos os campos de cancerização e mesmo a formação das manchas”, acrescenta a médica.

Já no caso do corpo, uma recomendação importante: sempre que o paciente for à praia ou piscina, ou seja, ambientes de exposição solar direta, ele deve passar o filtro sem roupa. “Ou seja, o filtro é passado no corpo todo e depois é colocada ou a roupa do exercício físico, ou biquíni, ou maiô da natação. E o filtro solar deve ser aplicado puro sobre a pele: então eu não passo um filtro solar com perfume, com hidratante, com produto anterior de hidratação para não perder a sua potência e aderência”, completa a médica.

Quando deve ser aplicado?
“Se você vai usar um protetor solar e vai sair imediatamente ao sol, 20 a 30 minutos é o tempo necessário para que esse protetor solar se disperse sobre a pele. Quando eu aplico um protetor solar, um minuto depois ele já está protegendo, porque ele já está lá, mas ele não está totalmente disperso”, explica o farmacêutico Maurizio Pupo. O que acontece na verdade? “O protetor é uma emulsão, são gotículas de água e, dentro delas estão as gotículas dos filtros solares. Eu preciso de 20 a 30 minutos para essa água evaporar e as gotículas de filtro solar começarem a se abrir. Elas vão se abrindo sobre a pele, fazendo uma cobertura de forma homogênea. A proteção já existe logo após a aplicação, porém não é a potência máxima que eu posso ter do meu produto”, explica o farmacêutico. Além disso, a reaplicação deve ocorrer a cada duas horas em média, com uso de chapéu e óculos. “Aqueles que querem ir à praia, devem respeitar os horários recomendados que são: até 10h da manhã e depois das 4h da tarde”, completa a Dra. Claudia.

Qual FPS devo usar?
“Se eu aplicar fator 30, ele absorve em média 95% da radiação solar. No caso do fator 50, ele está absorvendo 96% da radiação solar. A única razão para existir um FPS maior que 30 é justamente porque as pessoas aplicam menos”, afirma Maurizio Pupo.

Grazi Massafera

Qual protetor solar?
“O filtro solar deve ser escolhido dependendo do seu tipo de pele. Pacientes mais jovens tendem a ter a pele mista a oleosa, logo devem preferir filtros solares em veículos leves como sérum ou gel. Em alguns produtos há substâncias que absorvem o excesso de oleosidade como a sílica. Pacientes com pele mais madura podem utilizar filtros solares com veículos mais hidratantes”, afirma Daniel Cassiano. “Muitos produtos, além da proteção contra a radiação UV, têm em sua fórmula antioxidantes, que contribuem para o tratamento do fotoenvelhecimento. Pacientes com pele mais sensível devem preferir os filtros minerais que não são absorvidos pela pele, evitando possíveis dermatites. Pacientes com melasma devem optar por filtros com base pela proteção extra contra luz visível”, explica o dermatologista.

Por que usar filtro?
Segundo Daniel Cassiano, a exposição aguda exacerbada à radiação solar causa queimaduras na pele, mas também deprime o sistema imunológico, predispondo a infecções como o herpes simples. “Já a exposição crônica à radiação solar é o principal fator de risco para o câncer de pele e lesões pré-malignas. Essa exposição de anos acelera o envelhecimento da pele, causando manchas e flacidez”, afirma o médico. O protetor solar é a forma mais segura de proteção contra as radiações solares. “Pesquisa recente descobriu que o guarda-sol não consegue bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8. Além disso, a areia reflete os raios solares”, afirma a Dra. Claudia. “UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres. Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e as 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, diz a dermatologista.

Usei filtro solar e minha pele ficou vermelha. Onde foi que eu errei?
“Se eu apliquei um protetor solar e a minha pele ficou vermelha, isso provavelmente não é um erro de aplicação. Provavelmente, é um erro de formulação do produto. Ou seja, o seu produto não é estável. Ele não tem fotoestabilidade, então o sol destruiu o produto rapidamente”, afirma o farmacêutico Maurizio Pupo. “O ideal seria que todos os protetores solares tivessem 12h de proteção, período máximo de sol que temos em um dia (considerando que ele nasça às 6h e se ponha às 18h). Se você tivesse um fator 10 bem aplicado, ele absorve 90% da radiação. Mas fator 10 ninguém mais usa, então se você usou um fator 30, 40, 50 e sua pele ficou vermelha, o problema não é você: é a fórmula”, diz o farmacêutico. “Sabemos que as pessoas não reaplicam o protetor solar no Brasil, por isso é importantíssimo escolher produtos com 12h de proteção”, finaliza Maurizio

Fonte: VOGUE (vogue.globo.com)

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